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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Yoga & Āyurveda

Postado por drashtayoga às 08:50 0 comentários

Por Fernando Liguori

O Yoga é um sistema completo com técnicas detalhadas que, quando aplicadas, abrangem todos os aspectos da vida humana. Ele é como uma grande montanha que contém animais maravilhosos, belíssimas plantas, minerais valiosos e um sem número de vistas diferentes. Isso requer de nós, praticantes, um longo período de examinação sob vários pontos de vista.

Atualmente, a prática do Yoga se concentra – da maneira como é concebido no Ocidente – nos āsana-s (posturas psico-físicas) e sua aplicação coerente alinha o corpo, a mente e a respiração integralmente.

Os inúmeros āsana-s praticados atualmente têm suas raízes na tradição do haṭhayoga que, quando aliado a āyurveda, forma um tripé de práticas espirituais constituído de āsana-s, prāṇāyāma-s (respiratórios para expansão da bio-energia) e meditação cuja finalidade é a realização de todo potencial humano.

A āyurveda chegou ao Ocidente bem depois do Yoga, mas seguindo quase que seus mesmos passos. Há cinqüenta anos a āyurveda ainda se encontrava confinado a um pequeno número de pessoas que praticavam esta tradição aliando-a aos conceitos básicos do Yoga. Com a grande procura nos anos recentes de terapias alternativas que pudessem de alguma maneira levar a cura e o conforto sem agredir o corpo, a āyurveda emergiu como um importante sistema de medicina mente-corpo no mundo inteiro.

A āyurveda oferece um sistema único de tratamento baseado em ajustamentos no estilo de vida de cada pessoa, programando dietas individualizadas, medicamentos, óleos e essências a base de ervas poderosas, e uma disciplina espiritual focada no Yoga e na meditação. Sua profunda classificação dos biótipos provê uma clara assistência da constituição individual e como tratá-la holisticamente. Isso faz da āyurveda uma prática ideal na prevenção de doenças e na promoção da longevidade.

Āyurveda, como o Yoga, utiliza inúmeras práticas espirituais nascidas nos Himalaias. Tradicionalmente, o Yoga utiliza a linguagem da āyurveda para explicar o impacto físico que a prática de āsana-s – e outras técnicas – promovem na saúde. Similarmente, a āyurveda utiliza a linguagem do Yoga e sua compreensão da mente e do corpo sutil para explicar a dimensão psicológica e espiritual conectadas a suas práticas de limpeza.

Tanto o Yoga quanto a āyurveda refletem a idéia védica de que o homem deve viver em concordância com sua própria natureza e suas capacidades particulares. De acordo com a āyurveda cada ser humano possui uma constituição mental e corporal particular. Aquilo que serve para uma pessoa em termos de comida, exercícios e estilo de vida, certamente, não servirá para outra. O Yoga caminha neste mesmo sentido quando explica que o āsana, o prāṇāyāma e a meditação que servem para harmonizar fisicamente e psicologicamente uma pessoa certamente não servirão a outra. Assim como há um alimento para uma pessoa, há também o āsana para ela. Então, a prática de āsana-s é melhor efetivada quando está alinhada as necessidades pessoais de cada pessoa, sempre em concordância com as considerações ayurvédicas. A prática de āsana-s pode ser considerada de três maneiras diferentes: I. como exercícios, ajudando no condicionamento e aumentando a saúde; II. como terapia no tratamento de doenças específicas ou disfunções do corpo e da mente; III. como prática espiritual para o autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

Aprofundamento em Yoga & Āyurveda

Postado por drashtayoga às 01:32 0 comentários


Com Purneś, ikā, Loka Sākī Dāsa & Convidados

Yoga & Āyurveda são ciências que se desenvolveram juntas e repetidamente se influenciaram através da história. Elas fazem parte integral do grande sistema Védico de conhecimento que atesta que o universo é uma Unidade e que a chave para o conhecimento cósmico jaz no interior de cada um de nós. As disciplinas Védicas do Yoga & Āyurveda operam juntas para intensificar seus benefícios em todos os níveis. O Yoga é fundamentalmente a ciência da auto-realização enquanto que a Āyurveda é a ciência da auto-cura.

O Instituto Kaula Yoga convida você para um curso de Aprofundamento em Yoga & Āyurveda que pode mudar sua perspectiva e prática pessoal. Um curso de transformação integral tanto para praticantes quanto para professores de Yoga e terapeutas Āyurveda.

Nosso programa inclui:

1. Yoga & Āyurveda: Uma Visão Integral do Universo & do Ser Humano

Yoga & Āyurveda: As Ciências da auto-realização & auto-cura
Dharma & Tattva: A Filosofia Universal do Yoga & Āyurveda
Os Três Guas & a Natureza da Mente
A Dança dos Doas: A Constituição Ayurvédica & o Yoga
Sistemas de Yoga

2. A Energética do Yoga & Āyurveda: Segredos da Auto-Transformação

A Alma e seus Diferentes Corpos
Prāa, Tejas & Ojas: Segredos da Alquimia Yogī
Agni-Yoga: Ascendendo o Fogo Interior
Segredos dos Cinco Prāas
Kuṇḍalinī & os Cakras: O Despertar do Corpo Sutil
As Nāīs: Sistemas de Canais da Mente e do Prāa

3. Práticas de Yoga & Āyurveda: Técnicas para Transformação Interior

Dieta Yogī & Ayurvédica
Dinacharya: Rotina Diária para cada Biotipo
Soma: Ervas para Prática do Yoga
Āsana para seu Biotipo: Uma Abordagem Ayurvédica da Prática de Āsana
Prāāyāma para seu Biotipo: Uma Abordagem Ayurvédica da Prática de Prāāyāma
Mudrā & Bandha: A Energética dos Gestos & o Selamento do Prāa
Introdução Prática a Utilização do Sânscrito
Mantra, Auto-Realização & Auto-Cura
Meditação & os Segredos da Mente: Técnicas de Meditação para Cura & Equilíbrio Interior

4. Yoga para Necessidades Específicas

Yoga para Gestante
Śakti Yoga
Yoga para Crianças
Yoga para Doenças mais Comuns

Cronograma de Aulas


Módulo I – 11 de março de 2012

Yoga & Āyurveda: As Ciências da auto-realização & auto-cura
Dharma & Tattva: A Filosofia Universal do Yoga & Āyurveda
Os Três Guas & a Natureza da Mente
A Dança dos Doas: A Constituição Ayurvédica & o Yoga
Sistemas de Yoga

Módulo II – 01 de abril de 2012

A Alma e seus Diferentes Corpos
Prāa, Tejas & Ojas: Segredos da Alquimia Yogī
Agni-Yoga: Ascendendo o Fogo Interior

Módulo III – 06 de maio de 2012

Segredos dos Cinco Prāas
Kuṇḍalinī & os Cakras: O Despertar do Corpo Sutil
As Nāīs: Sistemas de Canais da Mente e do Prāa

Módulo IV – 10 de junho de 2012

Dieta Yogī & Ayurvédica
Dinacharya: Rotina Diária para cada Biotipo
Soma: Ervas para Prática do Yoga
Āsana para seu Biotipo: Uma Abordagem Ayurvédica da Prática de Āsana

Módulo V – 8 de julho de 2012

Prāāyāma para seu Biotipo: Uma Abordagem Ayurvédica da Prática de Prāāyāma
Mudrā & Bandha: A Energética dos Gestos & o Selamento do Prāa

Módulo VI – 05 de agosto de 2012

Introdução Prática a Utilização do Sânscrito
Mantra, Auto-Realização & Auto-Cura

Módulo VII – 09 de setembro de 2012

Meditação & os Segredos da Mente: Técnicas de Meditação para Cura & Equilíbrio Interior

Módulo VIII – 14 de outubro de 2012

Yoga para Gestante
Śakti Yoga
Yoga para Crianças
Yoga para Doenças mais Comuns

Valores:

Até o dia 20 de fevereiro de 2012 (após esta data os valores sofrerão alteração).

Opção (a) R$ 1200,00 à vista
Opção (b) 2x R$ 625,00 (entrada à vista e a segunda parcela em cheque pré)
Opção (c) 8x R$ 165,00 (entrada à vista e o restante em cheques pré)

Alimentação: Será servido almoço lacto-vegetariano a parte. R$ 12,00 por pessoa. Usa laticínios e todos os tipos de vegetais, super saudável, leve e saborosa. Não serão servidas bebidas alcoólicas.

Inscrição: Efetive sua inscrição via depósito bancário ou mediante cheques pré-datados. Recebemos reservas de inscrição por e-mail, mas estas serão efetivadas unicamente mediante envio do pagamento em cheques ou via depósito bancário na conta cujos dados serão enviados aos interessados. Na escolha da opção de pagamento com cheques, estes devem ser enviados junto com seus dados, por sedex ou correio registrado para os organizadores.

O programa poderá ser alterado, cumprido total ou parcialmente de acordo com aproveitamento dos participantes.

sábado, 23 de maio de 2009

Recomendações da Família Kaula Yoga

Postado por drashtayoga às 08:25 0 comentários

aos Yogís estabelecidos em sua prática no ano de 2009

Ádesh!

1. Gaste mais tempo meditando. Meditação é uma forma de ininterrupta concentração e o meio mais efetivo de interiorização, de auto-reflexão. Passe pelo menos quinze minutos meditando toda manhã, assim que acordar, e quinze minutos toda noite, antes de dormir;

2. Leve a sério a sua prática de yogásanas. Freqüentar as aulas duas vezes por semana não é o suficiente. Dedique pelo menos quinze minutos toda manhã a prática de yogásanas, focando sempre naquelas que são mais adequadas a sua constituição (biótipo). Há três maneiras de se praticar yogásanas: a) como exercícios, ajudando no condicionamento e aumentando a saúde; b) como terapia no tratamento de doenças específicas ou disfunções do corpo e da mente; c) como prática espiritual para o autoconhecimento e desenvolvimento pessoal;

3. Beba bastante suco-verde este ano, sempre com a consciência do primeiro Yama: ahimsá. Enquanto você estiver causando infelicidade e dor (violência) àqueles que estão ao seu redor, sua meditação não dará frutos.

4. A maneira como começar o dia definirá a maneira como irá terminá-lo. Se ao se levantar a primeira coisa que faz é beber uma xícara de café, pela ingestão de cafeína seu dia poderá ser agitado, exaltando suas propensões mentais (vrttis). Portanto, tome a iniciativa (tapas) de começar seu dia empenhado na realização de seu autoconhecimento (swádhyáya), sempre elevando, consagrando e entregando seus pensamentos e atitudes ao Senhor Interno (íshvarapranidhána). Essa a realização do Yoga (i.e. Kriyá Yoga), atenua a fonte de todas as aflições (i.e. os kleshas). Veja Yoga-Sútras II: 1-3;

5. As vrttis são projeções de citta (mente) no exterior. O recolhimento destas vrttis depende de duas condições básicas: disciplina (abhyása) e desapego (vairágya). A prática do Yoga tem por objetivo a reintegração das vrttis em citta (veja Yoga-Sútras I: 12). Tomando atitudes que possam lhe trazer alegria, contentamento (santosha) e desapego aos frutos de suas ações, traga a disciplina do Yoga para seu cotidiano. Sua espiritualidade é exercida nas atividades mais triviais, e não apenas na hora em que se senta para meditar ou praticar ásanas;

6. Entenda os três corpos (sháríras) de maneira que você possa trabalhá-los efetivamente;

7. Além de se dedicar ao estudo do Coração do Yoga (i.e. os sútras de Pátañjali) e as obras clássicas da tradição como a Bhagavad Gítá, o Shiva-Sútras e o Hatha Yoga Pradípiká, por exemplo, estude também obras intricadas como o Siddhasiddhánta Paddhati, o Yoga Vishaya e o Hatha Ratnávalí;

8. Dedique-se a ser paciente e compassivo com todos os seres. Você faz parte de uma grande família (kula) universal. Todos partimos de um único Princípio Absoluto e a Ele nós retornaremos.

Ádesh!

Anuttara, Ma’Lika’ & Rudráh Mahesvára

sábado, 28 de março de 2009

Introdução ao Pensamento Filosófico e Religioso da Índia

Postado por drashtayoga às 13:49 0 comentários

Curso on line
[segunda turma]

Genericamente, o nome dado à sua religiosidade pelos nativos da Índia é Sanátana Dharma, designação que significa Religião Eterna ou Dever Eterno. A palavra hinduísmo é um anglicismo que surgiu por volta de 1830 e cuja origem não é bem conhecida, embora sejam aceitas pelo menos duas versões epistemológicas plausíveis. A primeira diz que a palavra hinduísmo seria uma referência às terras entre as cordilheiras do Himalaia e o Cabo Bindu Sarovara, atual Cabo Carmorim. Assim a palavra hinduísmo seria formada pelas sílabas hi (Himalaia) + ndu (Bindu), que posteriormente fora transformada para Hindusthan. Portanto, a religião dos habitantes do subcontinente indiano passou a ser designada Hinduísmo.

A segunda diz que o termo hinduísmo seria derivado da palavra sindhu, designação persa para o rio Indo, que por modificação vocálica passou a ser pronunciada hindu, a religião dos povos ribeirinhos a ser designada Hinduísmo.

Portanto, Hinduísmo não define uma religião única, sendo somente uma designação genérica de cobertura para um grande número de religiões que cultuam diferentes faces do Absoluto, com diversas formas de ritual e percepções da verdade.

Na Índia, segundo o idioma védico, os europeus são chamados de mlechas ou yavanas. De modo similar, “hindu” sempre foi o nome dado aos indianos “infiéis” pelos muçulmanos e mais tarde aos indianos “gentios”pelos missionários cristãos e colonizadores europeus. A Índia originalmente era denominada Bharata-Varsa, i.e. “terra dos descendentes de Bharata” ou Árya-Varsa, “terra dos arianos”, e sua religião original sempre foi denominada Sanátana Dharma ou Vaidika Dharma, i.e. Religião dos Vedas.

Esse dharma¹ não se trata meramente de um corpo de crenças cegas, completamente desconectadas com o dia-a-dia da humanidade, mas sim um conjunto de princípios que visam uma vida saudável e benéfica espiritual e materialmente. Portanto, quem conhece bem estes princípios e atua segundo eles é um verdadeiro áryan (ser humano progressista – seguidor do Vaidika Dharma), que segue o caminho seguro da felicidade tanto individual quanto coletiva, do progresso tanto material quanto espiritual. Vaidika significa “que se relaciona com os Vedas” ou “conhecimento perfeito”. Conseqüentemente, “a religião do conhecimento perfeito”.

Objetivo do curso: esclarecer e fundamentar o pensamento religioso e filosófico da Índia de uma maneira simples e direta, assim como desfazer muitos equívocos advindos de interpretações errôneas acerca do hinduísmo. O curso é uma introdução aos sistemas de pensamento e aos seis pontos de vista (dárshanas) aceitos na Índia.

Publico alvo: Estudantes do Hinduísmo, Yoga e espiritualidade em geral. O conteúdo é de fácil assimilação para aqueles que ainda não possuem nenhum conhecimento sobre o tema.

Conteúdo programático:

Módulo I – A Literatura Védica
Sruti – As bases do Sanátana Dharma
Smrti – A estrutura do Sanátana Dharma
Nyáya – A lógica do Sanátana Dharma
O processo védico de aprendizado

Módulo II – Aspectos Metafísicos
O Absoluto
As Energias do Absoluto

Módulo III – Os Dárshanas
Os Dárshanas Heterodoxos
Os Dárshanas Ortodoxos

Módulo IV – O Hinduísmo como Religião
Vedánta, a metafísica dos Vedas
As principais escolas filosóficas e teológicas do Vedánta
Vaishnavas, Shaivas e Shaktas

Duração: O curso tem a duração de três meses. Será adicionado um mês a mais de acordo com o nível de evolução dos participantes.

Como funciona o curso: Semanalmente será enviada, via e-mail, uma apostila para estudo. Mais material pode ser enviado caso haja a necessidade no intuito de esclarecer as dúvidas dos alunos. Ao final do mês deverá ser enviado pelo aluno, um relatório previamente orientado, sobre as apostilas estudadas. Todas as dúvidas serão tiradas via e-mail.

Investimento: R$ 25,00 (vinte e cinco reais) por mês.

Início do curso: 1 de agosto de 2009.

A ficha de inscrição com mais instruções poderá ser requisitada pelo e-mail
kaulayoga@hotmail.com.

Facilitador: Fernando Liguori (Anuttara) começou a trabalhar com Yoga e Meditação em 1996. Atualmente é professor de Hatha Yoga e vem se especializando no método Iyengar Yoga. Desde a juventude participa de movimentos espirituais nos mais diversos seguimentos. Em suas peregrinações religiosas, estudou o xamanismo diretamente com pajés venezuelanos, chegando a morar na Venezuela, Chile e Argentina. É Mestre Reiki em sete sistemas diferentes e terapeuta holístico. Adepto da Tradição Náth Sampradáya e da Tradição Kaula, linha Trika (Spanda) da Caxemira. Enfermeiro, especializado em enfermagem pré-hospitalar e atendimento de urgência e emergência. Por muitos anos foi professor de Tae Kwon Do, Hap Ki Do e Kickboxing. Mora em Juiz de Fora, MG, com sua esposa e filho, de onde edita os blogs
Náth Uttara Sríkulácára Sampradáya – dedicado ao estudo da Tradição do Yoga, do Tantra e do Shaivismo da Caxemira – e Yoga-Br – dedicado ao estudo do Yoga sob uma perspectiva científica, envolvendo trabalhos na área social, educacional e da saúde.

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1. DhAranAd dharma ity Ahur dharmo dhArayati prajAH: “o que suporta, o que mantêm as pessoas unidas, é o dharma”. (Mahábhárata – Karna-parva, 69:59)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Tradição Nátha Sampradáya

Postado por drashtayoga às 09:45 0 comentários

Hathavidyá Gurukulam


Além da religião e do sistema de castas, esta é uma antiga seita de avadhútayogís. Ela originou-se de Ádi-Nath e fora preservada por Shrí Matsyendranáth que transmitiu a Shrí Gorakshanát Ji os ensinamentos para posteridade...

As origens da Tradição Nátha Sampradáya se perdem nas brumas do tempo. Todavia, conforme a literatura documentada e preservada pelos náthayogís (ou jugís), Ádi-Náth (i.e. Shiva), foi o primeiro de todos os Náthas.

Entre hindus e budistas, a Índia setentrional nos faz recordar de 84 grandes adeptos (mahá-siddhas). Os nomes de muitos adeptos de alto calibre se encontram nesta listagem de mestres tais como Matsyendranáth, Gorakshanáth, Nágárjuna, Tilopa, Náropa e muitos outros. Fora entre a vasta linhagem dos mahá-siddhas que as artes alquímicas da medicina tântrica e do cultivo do corpo (káya-sádhana) foram intensamente perseguidas e desenvolvidas. O cultivo do corpo por seu aperfeiçoamento pleno e total significava a exploração do potencial oculto do corpo humano como um instrumento para transformação espiritual. Através da alquimia interna realizada pelos exercícios psicofísicos desenvolvidos pelos adeptos desta linhagem, o veículo corporal se tornava imune aos estragos do tempo. Assim era construído um corpo imortal, indissolúvel (vraja) e divino (divya), investido de todos os poderes do universo.

Esta tradição setentrional reconhece nove náthas (navnáth) cujos feitos são lembrados em incontáveis lendas remetidas a nós até os dias de hoje. Os nove náthas primordiais foram: Ádi-Náth, Matsyendranátth, Gorakshanáth, Udáyanáth, Sátyanáth, Santoshnáth, Áchal Áchambheynáth, Gaja-Kanthadnáth, Siddha Chaurangináth. As doze seitas agregadas a tradição nátha são: Sátyanáth, Dharamnáth, Darianáth, Ayi Panthi, Vairaag ke, Ram ke, Kapilani, Ganganáthí, Mannáthí, Rawal ke, Paavpanthí e Paagalpanthé.

A tradição nátha floresceu na Índia, região de Bengala, por volta do Séc. VIII d.C., e há registros de sua expansão até o Séc. XIII na literatura Tamil do Sul. Os náthas fazem parte de um dos mais tradicionais cultos místicos da Índia setentrional e seus membros são yogís de castas menos privilegiadas. Empunham o trishúla, utilizam málás feitos de sementes de rudráksha e ostentam em sua fronte o tripundra, típico de todo shaiva praticante.

Historicamente, a tradição Nátha Sampradáya fora fundada pelo sábio Matsyendranáth (900 d.C.) quem recebeu de Shiva as secretas instruções acerca do Hatha Yoga. Este mestre iniciou uma das personalidades espirituais mais respeitadas na Índia, Tibete e Nepal, Gorakshanáth (950 d.C), um grande siddha, pai do Hatha Yoga em sua forma corrente e o grande apóstolo do misticismo yogí na Idade Média. Após Gorakshanáth teve início uma sucessão de mestres realizados (siddhas) como Gahinináth, Nivrttináth e Jñánanáth, entre os primeiros membros da tradição.

A tradição às vezes é chamada de Gorakshaphanthí – por seguir os ensinamentos de Gorakshanáth – e seus aderentes são conhecidos como náthapanthís ou kánphatayogís. Embora a tradição seja shaiva em si, ela ainda agrega elementos do culto shakta, unindo-os com a teoria e prática asceta do Hatha Yoga. A palavra Kánphatha significa, literalmente, ‘fender a orelha’. Os adeptos desta tradição têm a prática de fender o lóbulo da orelha para acomodar grandes brincos alargadores denominados mudrá, dárshana ou kundala. Para os náthayogís estes brincos são muito auspiciosos e perdê-los é sinal de mau agouro e uma grande humilhação. Em tempos remotos, as punições para este desleixo eram rigorosas.

A iniciação (díkshá) se dá em dois níveis: primeiro há um período probatório de seis meses onde o probacionista vive em confinamento para testar sua perseverança. Após este período probatório existe a aceitação formal do probacionista como discípulo, ocasião em que ele recebe um mantra particular e a vestimenta de yogí. No segundo nível de iniciação suas orelhas são fendidas para que uma corrente (nádí) de força vital possa se iniciar fazendo com que os siddhis (poderes mágicos) possam ser mais facilmente adquiridos.

No início a tradição era ascética, contudo, nos dias de hoje ela preserva em suas fileiras homens e mulheres que são em sua maioria casados (laicos). Em geral são adeptos (náthaphanthís) que se dedicam ao estudo da tradição e ciências espirituais cognatas. No final do Séc. XVI d.C. a tradição viu muitos de seus templos destruídos nas mãos dos Sikhs, contudo existem ainda inúmeros mosteiros (mathas) espalhados pela Índia. Cada um destes mosteiros pertence a uma das doze subdivisões originais da tradição citadas acima.

A tradição também é conhecida como siddhamárga ou avadhútamárga. E como os professores (ácháryas) dela enfatizam a prática do Hatha Yoga como um recurso na direção da realização da perfeição (siddhi), ela também passou a ser designada como yogamárga.

Um discípulo que se propõe a ser um náthasamnyási tem essencialmente três gurus neste sampradáya:

Chot-Guru: após o período probatório, este guru entrega ao discípulo sua vestimenta yogí (na cor alaranjada), corta seus cabelos e lhe entrega a palavra de poder, i.e. o mantra de iniciação. O discípulo é instruído nas regras do auto-controle e nas práticas do Yoga. Após um período de adaptação, sua cabeça é raspada e ele passa sempre a utilizar a vestimenta alaranjada.

Chira-Guru: é o guru das lágrimas; após o discípulo ter recebido as instruções acerca do Yoga, sua vestimenta yogí e seu mantra de iniciação, ele tem os lóbulos de suas orelhas fendidas e recebem o kundala.

Mantra-Guru ou Updésh-Guru: neste nível, o guru ensina ao discípulo seu mantra secreto e lhe confere todos os conhecimentos e a proteção da tradição, mas somente após ele ter jurado seguir seus ensinamentos e cumprir todos os seus comandos até o fim de sua vida, com o objetivo último de se realizar como um nátha.

Shrí Gorakshanáth Ji promulgou que todos os adeptos da tradição tivessem os lóbulos das orelhas perfurados para suportarem os brincos (alargadores) feitos de barro, ouro, osso ou chifre de rinoceronte, e estes deveriam ser utilizados sempre a fim de afirmarem seu compromisso com o sampradáya, assim como a dedicação e determinação dos discípulos. Na intenção de verificar o profundo sentimento de desinteresse e o poder de suportar a dor, Gorakshanáth estabelecia esta tradição como um teste a seus seguidores. Aqueles que permaneciam sem usar as kundalas eram chamados de oghad, que significa nátha pela metade, e portanto não são alocados na categoria de iniciados reais.

Quando se sentam para meditar costumam invocar Alakh, um dos nomes de Shiva como “o invisível” ou “o espírito invisível que se encontra no fim do universo”. Ainda, quando se encontram, se cumprimentam com a palavra ádesh, que significa “comando”. Uma injunção para que o outro assuma sua “verdadeira natureza”, tornando-se assim um indivíduo livre (svatantrí). A palavra vem da raiz ádísh, que significa “tu és Brahman encarnado” ou “tu és Brahman em pura forma”.

Quando um laico aceita de coração um áchárya do Navnáth Sampradáya, é comum receber a iniciação por um sinal da sua graça, um olhar, um toque ou uma palavra, por vezes, um vívido sonho ou uma forte lembrança. Às vezes, o único sinal da graça é uma significativa e rápida mudança no caráter e no comportamento.

Os náthas são os responsáveis pelo que hoje conhecemos como a “Ciência do Hatha Yoga” ou Hathavidyá Gurukulam, uma revisão tântrica dos ensinamentos propostos por Pátañjali em seu Yoga Clássico, e sua doutrina foi criteriosamente apontada em manuais como o Gorakshapaddhati, Gorakshashatakam, Siddhasiddhántapaddhati, Gorakshabodh, Goraksha Samhitá, Yogavishaya, Hatha Ratnávali, Hathapradípiká, Gheranda Samhitá, Shiva Samhitá, Shatkarmasangrahah e outros.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Metas & Objetivos

Postado por drashtayoga às 07:43 1 comentários
O Espaço Kaula – Tantra, Yoga & Áyurveda é um centro de terapia yogí dedicado a excelência no ensino e na prática do Yoga, expondo a quintessência da tradição com ênfase em seu aspecto iniciático.

A antiga disciplina do Yoga fora desenvolvida e chegou até nós, no presente, através de tradições ancestrais que remontam a mais de seis mil anos. Estas antigas tradições estão rapidamente desaparecendo, tornando quase impossível o acesso aos seus ácháryas (professores) por parte do buscador moderno. Através de nosso trabalho, calcado na antiga tradição dos jugís (i.e. yogís), buscamos reviver a tradição do Yoga conforme a reforma realizada pela Tradição Nátha Sampradáya.

Por volta dos Sécs. VIII e X d.C. surgiu no nordeste da Índia uma tradição tântrica cujo foco de adoração estava centrado no Deus Shiva, e cujo legado modificou o comportamento de milhões de pessoas por todo o mundo. Esta tradição fora originalmente identificada como Náthapanthís ou Kanphatyogís, por conta de um peculiar brinco utilizado por eles muitas vezes chamado de kundala, brinco este concebido por mérito de iniciação. Esta tradição iniciática fora responsável por uma releitura tântrica do Yoga Clássico de Pátañjali, no qual o corpo é visto como uma ferramenta apta a liberação espiritual.

Na busca pelo “resgate” desta tradição, o Espaço Kaula procura seguir rigorosamente o sádhana proposto pelos antigos ácháryas, preservando o conhecimento familiar, o estudo das escrituras, a dedicação as práticas do Yoga e a observância de determinados rituais.

Nos propomos a:

1. Disseminar o conhecimento tradicional do Yoga, sob uma perspectiva científica, em teoria e prática, através de nossas aulas, organização de palestras, cursos, seminários, workshops, publicação de pesquisas filosóficas e literárias em livros, periódicos e artigos; bem como o desenvolvimento de projetos sociais, educacionais, culturais e na área da saúde, envolvendo e valorizando a mensagem cultural do Yoga;

2. Trabalhar sempre voltados para origem da tradição, buscando despertar no coração de cada um de nossos alunos o verdadeiro valor do Yoga em conformidade com a perspectiva iniciática;

3. Conciliar os aspectos tradicionais da tradição com o pano de fundo moderno, criando assim um equilíbrio entre os ensinamentos do passado e a visão do presente, conscientizando a todos que, mesmo com a evolução das técnicas do Yoga, seus princípios continuam os mesmos;

4. Adotar certa flexibilidade nas práticas autênticas transmitidas através da Tradição Nátha Sampradáya
aos mais variados tipos de praticantes.

domingo, 8 de março de 2009

Hathavidyá

Postado por drashtayoga às 12:39 0 comentários
O Hatha Yoga ou hathavidyá, como é genericamente conhecido, foi uma importante ciência nascida do movimento pan-indiano conhecido como Tantrismo. Suas raízes estão ancoradas no culto tântrico dos siddhas e sua doutrina do káya-sádhana (cultivo do corpo), sofrendo forte influência da alquimia (rasáyana) e magia popular. Esta ciência recebeu ainda grande estímulo do Shaivismo e do Shaktismo na forma da doutrina da kundaliní.

Seu mais celebrado expoente foi Gorakshanáth (950 d.C.), membro do movimento dos Náthas no qual o cultivo do corpo atingiu sua apoteose. Como conhecido em sua forma corrente, a fundação do Hatha Yoga é atribuída a este yogí.

A doutrina da visão positiva do corpo trabalhada pelo Hatha Yoga exemplifica o espírito de integralidade do Tantra em sua melhor forma. Como qualquer escola tântrica, o Hatha Yoga propõe a ser um ensinamento para a negra era em que a humanidade se encontra, a Kali-Yuga.

Desde seus primórdios, o Hatha Yoga inclui os estágios superiores de concentração (dháraná), meditação (dhyána) e êxtase (samádhi), sendo assim uma verdadeira ciência espiritual independente. Contudo, os três manuais de Hatha Yoga mais estudados, Hatha Yoga Pradípiká, Gheranda Samhitá e Shiva Samhitá apresentam esta ciência como uma “escada” para se atingir o Rája Yoga. Infelizmente, ignorantes interpretações deturparam os verdadeiros significados do Hatha Yoga que não se limita apenas à busca de meras experiências transcendentais. Seu objetivo é transformar o corpo humano em um veículo apto à Realização Espiritual.

Assim, o Hatha Yoga busca a libertação por meio de um corpo yogí (yoga-deha) imune a doenças e livre das limitações que caracterizam o corpo profano. O corpo yogí é dotado de supersentidos (atíndriya) e poderes que vão muito além das capacidades de uma pessoa mediana. O Hatha Yoga remove o embotamento, as impurezas e as doenças. É uma ciência de três etapas, sendo a última a aquisição de poderes paranormais (siddhis) que ajudam o yogí na realização da Grande Obra.

Atualmente, muitas são as pessoas que entendem o Hatha Yoga como algo meramente físico, que se inicia na prática de ásanas e termina no pránáyáma. Uma leitura atenta às escrituras tradicionais desta ciência desfaz imediatamente esta interpretação errônea.

Além de dar muita importância à prática de purificações (shatkarma), o hathavidyá coloca ênfase nos aspectos sutis do despertar da energia potencial (kundaliní), as técnicas de percepção do som supersutil interior (nádá), a absorção final (láya) da atenção na realidade transcendental e a iluminação (samádhi).

As escrituras sagradas da Tradição Nátha-Siddha definem o hathavidyá como a mais pura e tradicional forma de Yoga. Elas definem o hathavidyá como o primeiro passo para o desenvolvimento espiritual, pois inculca o poder de controlar a mente através do domínio corporal. A purificação da mente só é possível se o corpo passa por um processo de purificação que, nesta ciência, inclui técnicas de shatkarmas (ações de purificação interna), ásanas (posturas psico-físicas), pránáyámas (respiratórios para expansão da bio-energia), mudrás e bandhas (gestos psico-fisiológicos para condução da bio-energia), nádánusandhána (cultivo do som interno) bem como uma grande variedade de técnicas de meditação. Em outras palavras, o Hatha Yoga assim é direcionado às pessoas que não possuem domínio sobre suas faculdades mentais, emocionais e até mesmo sobre o próprio corpo. Os mantras e as práticas de meditação estão aptos, se adequadamente dirigidos, a conduzir a perfeição do estágios mais elevados do Yoga, mas requerem o exercício da concentração para serem eficazes. O Hatha Yoga, portanto, consiste de certos dispositivos mecânicos de caráter físico que possibilitam este acesso.

A palavra hatha é constituída de duas palavras, ha (o sol) e tha (a lua). Esta definição foi dada pelo próprio codificador do hathavidyá em seu Siddha-Siddhánta-Paddhati. Respectivamente, o sol e a lua representam prána e apána, e sua união dá-se pela prática do pránáyáma. Pode ser dito que o Hatha Yoga e seu objetivo, sua essência, é a conquista do váyu e, portanto, do despertar da kundaliní. Em outras palavras, o objetivo do Hatha Yoga é interceptar a corrente oscilante da energia vital dentro do próprio corpo. Normalmente, a energia vital circula pelos nádís (principalmente em idá e pingalá) mantendo as atividades corporais e produzindo todos os fenômenos da consciência ordinária, esteja ela acordada ou não. O hathayogí procura concentrar esta força corporal inata impedindo que ela se dissipe. Ele se esforça a direcioná-la ao longo do sushumná. Isto desperta o poder latente da kundaliní-shakti no muládhárácakra, conduzindo-a até ao sahásraracakra. Este assento coronário é a morada de Shiva, a Suprema Consciência Transcendente. A união do princípio feminino na forma de kundaliní-shakti com Shiva, o princípio masculino, produz o estado de nirvikalpa samádhi.

A prática se inicia com a execução dos ásanas e dos shatkarmas, purificando o corpo e preparando-o para a prática dos pránáyámas. Com a utilização de mudrás e bandhas, o hathayogí direciona a bio-energia (prána e apána), auxiliando a percepção do nádá (som interno) através do nádánusandhána, levando-o aos mais altos níveis de consciência.

Nós recebemos os alunos em nossa casa, em um ambiente familiar, denominado “Kula”, segundo a tradição a qual participamos. Entre em contato conosco para maiores informações através do e-mail:
kaulayoga@hotmail.com. Será um prazer retornar sua mensagem.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

I Vivência de Yoga em Ibitipoca

Postado por drashtayoga às 09:16 3 comentários


I VIVÊNCIA DE YOGA EM IBITIPOCA
Celebrando o Equinócio de Outono

Encontro para prática e estudo do Yoga com os professores
Fernando Liguori e Júlia Marina

Aquele que percebe a verdade do corpo
pode vir a conhecer a verdade do universo
Ratnasára

20 :: 21 :: 22 de março
(vagas limitadas)

Permita-se conectar-se consigo mesmo neste equinócio de outono na Primeira Vivência de Yoga do Espaço Kaula. Em contato com a natureza, na Estação Andorinhas, em Ibitipoca. Um lugar ideal para praticar, aprender, relaxar e desfrutar de um maravilhoso paraíso ecológico. Uma imersão vivencial aberta a praticantes, professores e admiradores do Yoga.

Prepare-se, serão três dias de intenso recolhimento espiritual com práticas e estudos para aquietar a mente em busca de uma transformação pessoal e uma revitalização corporal, em um ambiente natural com alimentação vegetariana. Uma vivência destinada àqueles que valorizam a qualidade de vida e a tranqüilidade, imersos na natureza, na companhia de pessoas cujo foco está em praticar e viver o Yoga. As práticas serão abordadas à luz do Hatha Yoga.

O programa inclui aulas práticas e teóricas, vivências, trilhas ecológicas, banho em cachoeiras, alimentação vegetariana, hospedagem e transporte.

PROGRAMAÇÃO
podendo haver alterações

20 de março, sexta feira:

17:00 – chegada dos participantes na Estação Andorinhas

19:30 – abertura dos trabalhos:

- apresentação dos participantes
- danças circulares sagradas
- Yoganidrá (relaxamento profundo e consciente)

21:00 – jantar

22:00 – repouso

21 de março, sábado:

6:00 – despertar

7:00 – prática (harmonização do elemento ar)

8:30 – desjejum

9:30 – caminhada ecológica até a cachoeira das andorinhas

- meditação e harmonização do elemento água

12:00 – almoço + tempo livre

14:30 – estudo

17:00 – meditação

19:00 – jantar (caldo)

20:30 – Kirtan: mantras ao redor do fogo sagrado

- harmonização do elemento fogo

22:00 – repouso

22 de março, domingo:

7:00 – prática

8:30 – desjejum

9:30 – caminhada ecológica até o lago das ninfas

- meditação e harmonização do elemento terra

11:00 – caminhada de retorno até o portal da serpente

- meditação e harmonização do elemento éter

13:00 – almoço + tempo livre

14:30 – satsang de encerramento

15:30 – saída.

A prática do Hatha Yoga

O grande desafio de uma prática de Hatha Yoga é encontrar o equilíbrio na relação entre o corpo e a mente, a firmeza e a leveza, o esforço e o relaxamento, o controle e a entrega. Focando sempre o processo, o praticante se desapega do resultado, supera os próprios limites de maneira plena, responsável e consciente.

O trabalho de Hatha Yoga desenvolvido por Fernando Liguori e Julia Marina oferece uma prática segura, de grande precisão e profundidade através da aplicação e integração dos princípios de alinhamento e permanência.

Com uma boa base, o praticante desenvolve uma prática responsável e terapêutica, de acordo com sua necessidade. Em determinados momentos o trabalho pode ser lento e estático, em outros, dinâmico e fluído.

Basicamente, Hatha Yoga é meditação em movimento!

Nesta I vivência de Yoga em Ibitipoca, os seguintes elementos constituirão o trabalho: shatkarma (ações de limpeza), ásana (posturas psicofísicas), mudrás e bandhas (gestos e ações energéticas), yoganidrá (relaxamento profundo e consciente), pránáyáma (expandindo a energia e a consciência através de respiratórios), mantra (o poder do som) e meditação.

Programa estudo:

- Compreendendo o Hatha Yoga
- A iluminação do corpo: as origens do Hatha Yoga
- Gheranda Samhitá*

* A Gheranda Samhitá é um antigo texto sobre Hatha Yoga e sua origem remonta a pelo menos 600 anos. Nesta obra pode-se perceber a evolução do hathavidyá que, com o passar das eras, vem ficando cada vez mais sofisticado sob diversos pontos de vista, desde o fisiológico ao mental.

A obra preserva a essência dos ensinamentos do Hatha Yoga, uma disciplina espiritual cuja finalidade é alcançar o estado de iluminação purificando e fortalecendo o corpo físico.

Atualmente, muitas são as pessoas que entendem o Hatha Yoga como algo meramente físico, que se inicia na prática de ásanas e termina no pránáyáma. Uma leitura atenta às escrituras tradicionais desta ciência desfaz imediatamente esta interpretação errônea.

Além de dar muita importância à prática de purificações (shatkarma), o hathavidyá coloca ênfase nos aspectos sutis do despertar da energia potencial (kundaliní), as técnicas de percepção do som supersutil interior (náda), a absorção final (láya) da atenção na realidade transcendental e a iluminação (samádhi).

Como participante você será convidado a se conhecer melhor através da observação consciente de sua própria mente e do poderoso efeito que estas técnicas têm sobre ela, mergulhando em um estado de atentividade plena.

O programa será cumprido total ou parcialmente, em função do grau de aproveitamento do grupo.

Investimento:

Até 5 de março:

Opção (a) R$ 210,00 à vista
Opção (b) 2 x de R$ 115,00 (a primeira até 5 de março)
Opção (c) 3 x de R$ 85,00 (a primeira até 5 de março)

Após 5 de março

Opção (a) R$ 225,00 à vista
Opção (b) 2 x de R$ 120,00
Opção (c) 3 x de R$ 90,00

Estes valores não incluem transporte.

Opção de transporte: van (ida e volta), saída de Juiz de fora -- R$ 35,00 (trinta e cinco reais) no ato da inscrição.

Hospedagem e alimentação: A hospedagem será na Estação Andorinhas. Já inclui todas as refeições. A alimentação será vegetariana. Usa laticínios e todos os tipos de vegetais, super saudável, leve e saborosa. Não serão servidas bebidas alcoólicas.

Inscrição: Efetive sua inscrição via depósito bancário ou mediante cheques pré-datados. Recebemos reservas de inscrição por e-mail, mas estas serão efetivadas unicamente mediante envio do pagamento em cheques ou via depósito bancário na conta cujos dados serão enviados aos interessados. Na escolha da opção de pagamento com cheques, estes devem ser enviados junto com seus dados, por sedex ou correio registrado para os organizadores.

Organizadores:

Fernando Liguori começou a trabalhar com Yoga e Meditação em 1996. Atualmente é professor de Hatha Yoga e vem se especializando no método Iyengar Yoga. Desde a juventude participa de movimentos espirituais nos mais diversos seguimentos. Em suas peregrinações religiosas, estudou o xamanismo diretamente com pajés venezuelanos, chegando a morar na Venezuela, Chile e Argentina. É Mestre Reiki em sete sistemas diferentes e terapeuta holístico. Adepto da Tradição Náth Sampradáya e da Tradição Kaula, linha Trika (Spanda) da Caxemira. Enfermeiro, especializado em enfermagem pré-hospitalar e atendimento de urgência e emergência. Por muitos anos foi professor de Tae Kwon Do e Kickboxing. Mora em Juiz de Fora, MG, com sua esposa e filho, de onde edita os blogs Náth Uttara Sríkulácára Sampradáya – dedicado ao estudo da Tradição do Yoga, do Tantra e do Shaivismo da Caxemira – e Yoga-Br – dedicado a divulgação dos mais diversos sistemas de Yoga em uma linguagem acessível a todos os tipos de buscadores.

Júlia Marina é professora de Hatha Yoga, meditação, Sociologia, Filosofia – com pós-graduação em “Estado e Sociedade” – educadora perinatal e terapeuta ayurvédica. Mora em Juiz de Fora, MG, com seu marido e filho, de onde edita o blog Yoginí
, dedicado ao estudo e a divulgação do Yoga sob um enfoque feminino.

Juntos dirigem um centro particular de terapia yogí chamado Kaula - Tantra, Yoga & Áyurveda
. Ministram programas abrangentes de treinamento em Yoga e Áyurveda sob uma perspectiva tântrica com propósitos terapêuticos para harmonizar e curar o corpo, a respiração e a mente.

 

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